Últimas Publicações / Museu Esportivo de Maringá ganha camisa do Santos com dedicatória e autógrafo do Rei Pelé

Amigo do MEM, João Alavarse, pediu para seu amigo Negreiros, que acionou Manoel Maria e a camisa chegou até Pelé, que escreveu: “Ao Museu Esportivo de Maringá grande abraço Pelé”.

Texto de Antonio Roberto de Paula, diretor do MEM

Em março de 2020, tive uma ideia. O Rei Pelé, o maior jogador de todos os tempos, está bem representado no Museu Esportivo de Maringá com fotos, revistas, livros e até com duas flâmulas santistas autografadas por ele: uma, doada em 2018 pelo amigo Serginho Sakae, e outra, em 2019, pelo amigo João Alavarse. Mas avaliei ser importante se tivéssemos uma peça assinada por Edson Arantes do Nascimento com dedicatória ao Museu Esportivo de Maringá: uma camisa! A pessoa indicada para a tarefa era o generoso amigo João Alavarse, que não conhece o Pelé, mas tem muitos amigos em Santos.

Pois então falei com ele se seria possível. Ele assumiu a incumbência como se fosse uma missão. Me recordo que brinquei: “Passo a bola pra você, mas se não der pra fazer o gol, sem problema.” A tentativa valeria a pena. Em maio, trocando mensagens pelo celular sobre assuntos relacionados ao MEM, João informou: “Nosso projeto de camisa dedicada e autografada pelo Rei ao Museu está em andamento.” Agradeci, mas compreendi que, devido à pandemia, tinha ficado complicado algum amigo do João ou algum amigo do amigo visitar o Rei e conseguir o autógrafo com a dedicatória. Continuamos trocando mensagens e não comentamos mais sobre a “missão” até o dia 14 de julho.

Neste dia, ele escreveu: “Olá Amigo De Paula, boa noite. Desejo que você e sua abençoada família estejam bem. Há algum tempo você me conferiu a missão de conseguir uma camisa autografada e dedicada ao nosso Museu. Te informo que a camisa está a caminho. Já foi postada no Correio. Acho que em uns dez dias estará comigo. Depois te conto a história toda. Um grande abraço, amigo!”. Fiquei exultante, agradeci e guardei segredo. Quase. Contei só para a minha mulher Simone Labegalini e para o meu filho Guilherme Tadeu. E ficamos aguardando.  

No dia 21 de julho, terça-feira, chegou a camisa. Pedi para que João fizesse uma foto com ela para a divulgação no site do MEM e nas redes sociais. A missão foi cumprida graças à rede de contatos do querido amigo. João é amigo de quase toda a velha guarda vitoriosa do Santos Futebol Clube, aqueles companheiros históricos de Pelé nos anos 1960 e 70, ídolos eternos do clube da Vila Belmiro. Dois deles, o meio-campista Negreiros e o ponta direita Manoel Maria, foram os artífices do plano de conseguir uma camisa autografada pelo Rei Pelé para o Museu Esportivo de Maringá.

João Alavarse conta como foi:

”Sobre a epopeia da dedicatória na camisa do Rei preciso fazer um certo preâmbulo. Tenho com o Negreiros (Walter Ferraz de Negreiros), que foi multicampeão pelo Santos e, aqui no Paraná, pelo Coritiba, uma grande amizade, que se expande pelas famílias de ambos. Então, quando De Paula me convidou ao desafio de conseguirmos a camisa com dedicatória, pensei que, se alguém poderia nos ajudar seria o Negreiros. Falei com ele a respeito do assunto, demonstrei importância do nosso Museu para a memória do esporte e em especial para a memória do futebol. Ele topou o desafio na hora, sem deixar de ponderar que não seria algo tão simples assim. O acesso ao Rei é bastante restrito. Passados alguns dias deste contato, ele me ligou da Vila Belmiro, estava na loja do Santos para comprar a camisa que seria autografada. Conversamos sobre as camisas e ele comprou aquela que lhe pareceu mais apropriada para a finalidade. Pois bem, agora era partir para a missão. E aí entra outro personagem na nossa história. Uma pessoa com acesso permanente com o Rei: Manoel Maria, ponta direita do Santos na segunda metade dos anos 1960. Então, na sexta-feira, dia 10 de julho, o Manoel Maria vai até o Guarujá, praia Pernambuco, onde o Rei mora, e retorna com a missão cumprida, entregando a camisa de volta ao Negreiros! Este por sua vez me envia a relíquia pelo Correio. Passados alguns dias de muita ansiedade, finalmente, temos o nosso troféu em mãos. Fico imensamente feliz em contribuir com nosso Museu, com a história do futebol brasileiro, com a memória gloriosa do meu Santos e também celebrar aquele que foi o maior jogador de futebol de todos os tempos! Agora só falta passar a pandemia que estamos vivendo para que a relíquia possa ser exposta e admirada! Mas agora é com o amigo De Paula!”

Agora, temos a relíquia. Agora, agradecimentos ao João Alavarse, ao Negreiros, que conheci em Curitiba, no dia 1º de outubro de 2018, na festa da Confraria da Bola, convidado que fui pelo amigo Reginaldo Aracheski; agradecimentos ao Manoel Maria e ao maior jogador da história do futebol mundial que, na camisa oficial do seu clube, fez a dedicatória ao Museu Esportivo de Maringá e autografou: “Ao Museu Esportivo de Maringá grande abraço Pelé”. Enquanto vivemos a expectativa pelo fim da pandemia, vamos imaginando como será o encontro dos amigos do MEM para receber a histórica peça do amigo João Alavarse. Se fosse um jogo, narraria assim: “Passei a bola para o João, que esticou para Negreiros, que lançou para Manoel Maria e daí para Pelé, o Rei. Golaço do time dos amigos do Museu Esportivo de Maringá!

 

João Alavarse, o santista parceiro do MEM

A nossa história com João Alavarse, parceiro do Museu Esportivo de Maringá, doador de peças históricas, apaixonado por futebol e pelo Santos Futebol Clube, do qual chegou a ser conselheiro começou em 2019. Conheci o João por intermédio do amigo Edvaldo Alves da Silva, o Serraria, craque do futsal e do futebol amador dos anos 1970, 80 e 90. “De Paula, você precisa conhecer o João, ele tem tudo a ver com o Museu Esportivo”, me disse o Serra.

Por telefone, entrei em contato com o João, que mora em Maringá, falei do MEM, perguntei se ele tinha camisas antigas, flâmulas ou outras peças para doar para o nosso espaço da memória esportiva. Dentro da cortesia, que lhe é característica, e da calma, que faz a gente desacelerar, o fidalgo João disse que iria separar algumas peças. Fiquei de ir à casa dele para conhecê-lo pessoalmente e buscar as doações.

Transcorridos alguns dias, liguei pra ele e, dentro daquela inexplicável urgência que vive a me acompanhar, me ofereci para ir à sua casa naquela hora. Ele concordou. Em dois ambientes, não muito espaçosos, o amigo João montou um memorial do esporte em sua residência, com destaque, como não poderia ser diferente, para o seu clube de coração. Camisas, flâmulas, material impresso e vários outros objetos que não consegui memorizar.

Ele havia espalhado camisas e flâmulas para que eu escolhesse as peças. Saí com camisas autografadas por jogadores do Santos de diferentes épocas, um flâmula do Peixe assinada pelo Rei Pelé, algumas outras camisas e flâmulas de clubes internacionais. Saí com várias peças e com a certeza de que tinha ganhado bem mais do que relíquias do Santos, Palmeiras, Real Madrid, San Lorenzo, Quilmes, Boca Juniors e de um clube da Áustria, o Austria Lustenau.

Acabara de ganhar um amigo, parceiro na paixão pelo esporte e sabedor da importância de resgatar e preservar a memória esportiva. O material doado está devidamente catalogado no Museu Esportivo, já demos a devida publicidade da doação e pode ser visto no nosso site www.museuesportivo.com.br.  Contudo, o Museu Esportivo de Maringá vai muito além do acervo, ele se fortalece, ganha projeção, a partir da reunião de pessoas que amam o esporte, como João Alavarse, que, no início de 2020, esteve no nosso Museu com sua filha Rafaela e o namorado dela, o Eduardo. Grato, parceiro! (ARP)

Legendas das fotos: 

João Alavarse com a camisa autografada de Pelé

Everaldo, Joãozinho, Negreiros e João Alavarse

Time do Santos no final dos anos 1960: Manoel Maria, Negreiros, Pelé, Coutinho e Edu

Negreiros, Dorval, João Alavarse e Lima (atrás a estátua de Zito)

Negreiros ao lado de Lalá autografando camisa do Museu Esportivo de Maringá, para Antonio Roberto de Paula, dia 1º de outubro de 2018, em Curitiba, na Confraria da Bola

Manoel Maria e Pelé

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“Quilômetros de papel e rios de tinta imprimem o futebol ao longo dos anos, atravessando gerações. Na era digital, as Imagens avançam pelos céus, rompem todas as fronteiras. As vozes do amor ao futebol ecoam pelo grande campo que é o mundo. Agora, em algum lugar, alguém chuta uma bola. A paixão mais documentada da história não para. O jogo nunca termina.”

(Antonio Roberto de Paula)

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