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 Antonio dos Santos Ferreira, o Ferreirinha, faleceu, vítima de câncer na garganta, no dia 14 de outubro de 2011, no distrito de Vicente de Carvalho, Guarujá-SP.

Ferreirinha formou com Didi e Nivaldo, no Grêmio de Esportes Maringá, em 1977, um dos mais famosos meio-campo da história do futebol paranaense.

Antonio Roberto de Paula: “Em 1977, o Galo do Norte tinha um time de primeira. Fazia frente para qualquer outro. Nilo e Celso eram dois excelentes zagueiros. O meio-campo era o ponto alto: Didi, Nivaldo e Ferreirinha. Didi era o craque, o maestro, o mestre. Foi o jogador mais habilidoso que eu vi vestindo a camisa do Grêmio. Nivaldo tinha uma canhota fortíssima e sabia fazer lançamentos como poucos. O franzino Ferreirinha era o pulmão da equipe. Corria e marcava por ele, pelo Didi e pelo Nivaldo. No ataque, o pontinha Freitas era veloz e atrevido. Não era de finalizar, mas era um ótimo puxador de contra-ataques e bom nos passes e cruzamentos. Itamar era o comandante da linha de frente, um emérito goleador. Bom de pé direito, esquerdo e pelo alto. No gol, Wagner fazia seus milagres. Assis, Albérico, Cleber, João Marques, Bernardo e Marquinhos eram os coadjuvantes: pouca inspiração, mas muita vontade. E Wilson Francisco Alves, o Capão, no comando.”

Ferreirinha iniciou a carreira na Portuguesa Santista em 1966 onde jogou até 1971. Em 1973 e 74 atuou no Botafogo, de Ribeirão Preto, em 1975 e 76 no Comercial, de Ribeirão Preto. No Grêmio de Esportes Maringá jogou de 1977, quando conquistou o título do Campeonato Paranaense, a 1978, tendo atuado em 35 jogos e marcou seis gols. Em 1979, jogou no Tupã da cidade paulista do mesmo nome. Em 1980, retornou ao Grêmio Maringá.

 

Informações do site www.almanarkitapema.blogspot.com: “Nascido Antonio dos Santos Ferreira. Tomou gosto pelo Futebol nos campos da várzea de ITAPEMA/SP. Titular do E.C. Confiança, time amador do Distrito. Também apelidado pelos boleiros de 'Formiguinha', dado seu empenho no meio-campo. Foi revelado (início dos anos de 1970) pela Associação Atlética Portuguesa, a 'Briosa', da cidade de Santos/SP, que tinha como Treinador Daltro Rodrigues. Em meados da década de 1970, vestiu a Camisa 8 do Grêmio de Esportes Maringá (G.E.M.), o 'Galo Guerreiro' paranaense. Com a chegada do Técnico Wilson Francisco Alves (o 'Capão'), saiu da Ponta-esquerda sendo escalado no setor de meia-cancha (Ponta-de-lança), melhorando ainda mais o desempenho da equipe do Grêmio Maringá.

Naquele ano de 1977, o meio-de-campo destacava-se tendo Didi, Nivaldo e Ferreirinha, mesmo franzino era considerado o 'pulmão' do time paranaense. Corria bastante e marcava forte o setor intermediário do círculo central, acionando rápido os atacantes do Grêmio Maringá (G.E.M.). Aquele jogador que a crônica esportiva denominava 'carregador de piano'. Seu espírito lutador o fez ídolo do 'Galo Guerreiro'.

  Depois de ter vencido o time do Coritiba Foot Ball Club, em casa (Estádio Willie Davids), por 1 X 0, pela primeira partida da decisão do Campeonato Paranaense, o Grêmio de Esportes Maringá aguardava com tamanha expectativa o jogo final. Na tarde de 2 de Outubro, em pleno Estádio Couto Pereira, com o placar empatado CORITIBA 1 X 1 GRÊMIO MARINGÁ, nos 90 minutos regulamentares, onde o 'Galo Guerreiro' fechado lá atrás intentava o contra-ataque, conquistaria a Taça do Estadual Paranaense de 1977. Fazendo explodir de vez a torcida Gremista Alvinegra. Embora sem poder jogar a final, porque estava contundido, o Meio-campista Ferreirinha sagra-se Campeão Paranaense.

Pelo Grêmio Maringá, titular da meia-cancha, disputou o Campeonato Brasileiro de 1977, quando fez 2 gols e o Brasileirão de 1978, qual marcou 4 gols.

Ferreirinha jogou também na equipe do Tupã Futebol Clube, Interior Paulista. Sob o comando técnico de Wilson Pimentel.

Mesmo aposentando-se do Futebol, Antonio dos Santos Ferreira batia bola nos gramados varzeanos da Ilha de Santo Amaro, a relembrar os dias de glória. 

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Legenda foto - Portuguesa Santista, 1971 - Alberto, Campina, Celso, Arouca, Piloto e Adalberto; Massagista Upa, Gilson, João Marques, Ferreirinha, Marinho e Mingo.

Legenda foto – 1977 - No acervo do Museu Esportivo de Maringá e agora disponibilizado no nosso site. Comemoração do gol de Ferreirinha em Paranaguá, contra o Rio Branco. Com o empate em 1 a 1, o Grêmio Maringá vai para o quadrangular final do Paranaense. (Foto doada por Angelo Rigon, organizador da exposição comemorativa aos 40 anos do título do Campeonato Paranaense conquistado pelo Grêmio de Esportes Maringá, realizada em 2017.)

Legenda foto - 1979 - Ferreirinha no Tupã-SP. 

Legenda foto – 2019 - Pioneiros maringaenses apaixonados por futebol no Museu Esportivo: Laércio, Gaudencio, Tião Rivellino e Oscar Batista de Oliveira. Nesse dia, Gaudêncio Uehara doou ao MEM uma camisa do Grêmio de Esportes Maringá que lhe foi presenteada, em 1977, pelo saudoso Ferreirinha.

Legenda foto - Torre na entrada de Vicente de Carvalho, no Guarujá, distrito onde morou Ferreirinha nos últimos anos de vida. 

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A camisa 8 do Grêmio de Esportes Maringá, usada por Ferreirinha em 1977, ano em que o Grêmio Maringá foi campeão Paranaense, agora é peça do acervo do Museu Esportivo. A relíquia foi doada pelo barbeiro da Vila Operária, Gaudêncio Uehara. 
Ele esteve no Museu Esportivo no dia 1º de junho de 2019 quando Itamar Bellasalma também esteve. Cercado de torcedores curiosos com a relíquia, o barbeiro que tem a barbearia há mais de 50 anos, herdada do pai, na avenida Riachuelo esquina com a avenida Barroso, próximo do Brinco da Vila, onde era o centro de treinamentos do Galo do Norte, foi relatando detalhes daquela inesquecível campanha. Ao seu lado, Itamar, o artilheiro daquele time e autor do gol do título, ia concordando.
Nas dependências do MEM, Gaudêncio mostrou que sabe muito da história do futebol profissional de Maringá, desde a época do Grêmio Esportivo. Ele se lembrou de antigos jogadores, equipes campeãs e dirigentes que ficaram na história. “A camisa do Ferreirinha está no lugar certo. Muitos torcedores terão a oportunidade de vê-la. Ferreirinha foi um grande jogador. Junto com Didi e Nivaldo, formou um meio-campo de muito respeito”, comentou. 
Ferreirinha faleceu no dia 14 de outubro de 2011, em Vicente de Carvalho, distrito do Guarujá-SP, vítima de câncer na garganta. Ele atuou no Grêmio Maringá entre 1976 e 1980.
Agradecemos o pioneiro Gaudêncio por esta peça tão rara da história do esporte maringaense. Obrigado, Gaudêncio, a história esportiva da cidade agradece. 

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“Quilômetros de papel e rios de tinta imprimem o futebol ao longo dos anos, atravessando gerações. Na era digital, as Imagens avançam pelos céus, rompem todas as fronteiras. As vozes do amor ao futebol ecoam pelo grande campo que é o mundo. Agora, em algum lugar, alguém chuta uma bola. A paixão mais documentada da história não para. O jogo nunca termina.”

(Antonio Roberto de Paula)

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