Últimas Publicações / Ferrari Junior

Ferrari Junior faleceu no dia 20 de janeiro de 2016, aos 72 anos.

Narrador esportivo de Maringá na década de 1970.

O rapaz do microfone que ficou na história.

Ferrari Junior, uma das maiores audiências na história do rádio esportivo maringaense, na década de 70, época de ouro do Grêmio Maringá. Com grande popularidade e ferrenha rivalidade com Antonio Paulo Pucca, Ferrari foi vereador e deputado estadual. Morando em Camboriú, ele era nosso amigo aqui no grupo Amigos do Museu Esportivo e gostava de fazer comentários sobre assuntos diversos. Faleceu no dia 20 de janeiro de 2016, vítima de esclerose múltipla amiotrófica, tendo permanecido sete meses na UTI do Hospital de Clínicas de Curitiba. Ferrari marcou para sempre o seu nome em Maringá. (Antonio Roberto de Paula)

Angelo Rigon em 21 de janeiro de 2016: Será sepultado às 10h de hoje, no Cemitério Jardim da Saude II, em Pinhais, o corpo do ex-radialista, ex-vereador e ex-deputado estadual Arleir Tilfrid Ferrari Junior. Ele faleceu na manhã de ontem, no Hospital de Clínicas, de esclerose múltipla amiotrófica.
Ferrari, 72, residia com a família em Balneário Camboriú (SC) e estava na UTI do HC havia mais de sete meses.

Ferrari Junioir, em 2012, para o Museu Esportivo de Maringá: 'Para quem gosta de história. A frase 'torcedor guerreiro' criei em homenagem à nossa torcida que saia de Maringá e lotava o Estádio Brasil de Marialva. A homenagem vai também para o Apucarana (fundador do Gremio da época), para o Hugo Furlan e para todos os que direta ou indiretamente participaram disso (prefeito Romualdo Borsari - Marialva). Homenagem também para a nossa equipe de ouro da Rádio Cultura de Maringá que com muito orgulho comandei por longos anos (profissionais fantásticos).'

Carlinhos Martins, 20 de janeiro de 2016: 'Ferrari Junior Foi peça importante de uma geração de ouro da comunicação maringaense. Tive o privilégio de trabalhar com o Ferrari, foi enriquecedor. No futebol foi voz forte, sendo um dos criadores do termo 'Torcida Guerreira' marca registrada do torcedor do Grêmio Maringá, nos bons tempos. E também comandou com maestria a 'Equipe de Ouro' da Rádio Cultura no programa Ferrari Júnior a 'Tribuna do Povão', que marcou época. Foi guerreiro até o fim. Descanse em paz.'

 Amilcar Profeta, 20 de janeiro de 2016: 'Todos passamos! A ciência comprova que ao nascermos iniciamos a morrer, posto que diariamente milhares de nossas células são mortas, mas a divina construção do ser humano, imediatamente, repõe tais células por outras. Bem por isto verdadeiros seres humanos necessitam e precisam, no transcurso de sua existência, construir obras que os eternizem nas memórias e lugares/caminhos percorridos. FERRARI JUNIOR foi desses homens... eternizou nas memórias de maringaenses e paranaenses sua voz, competência e garra, seja como homem da imprensa (através de programas inéditos da Rádio Cultura), seja como homem publico (na sua bem sucedida vida política). Maringá perde uma voz retumbante e latente de sua história... Maringá perde uma voz de ouro... Resta-nos o pesar e ao mesmo tempo a alegria de termos convivido par e passo na mesma época e tempo, saboreando sua passagem entre nós. Condolências a todos seus familiares! Penso que Maringá, hoje, sobretudo nos seus meios esportivos, está um pouco rouca... quase muda, pois perdeu uma de suas importantes cordas vocais! Vá com Deus! Saudades!'

Reginaldo Benedito Dias em 2019: 'Creio que Ferrari seria eleito de qualquer jeito, mas não com aquela votação astronômica. Obteve 4.956 votos (8,16%). Em termos relativos, ainda é a segunda maior votação. Ultrapassada apenas pela de Ely Diniz no pleito anterior, votação movida pelo julgamento do caso do pai de Clodimar Pedrosa. Em termos absolutos, a cifra de Ferrari só foi ultrapassada em 2004, quando Bravin foi votado por 6.422 eleitores. Em 72, Maringá tinha cerca de 150 mil habitantes; em 2004, mais de 300 mil. Para analisar as chances de Ferrari em 1976, basta constar que seu rival de radialismo esportivo, Antônio Paulo Pucca, foi eleito com boa votação: 2753. '

 Miguel Fernando, do site www.maringahistorica.com.br: 'Muitos apontam que a disputa de 1976 para a Câmara Municipal de Maringá tenha sido decidida por um fato completamente inesperado. O radialista Antonio Paulo Pucca tinha grande vantagem por ser conhecido narrador esportivo na era de ouro do Grêmio Esportivo Maringá. Mas essa expectativa foi superada pelo também narrador esportivo Ferrari Júnior (Arleir Tilfrid Ferrari Júnior), que havia sido vítima de um acidente ocorrido durante a campanha eleitoral. Ferrari Júnior subia sozinho no elevador do Edifício Herman Lundgren, localizado ao lado da então Estação Rodoviária Municipal, quando o equipamento sofreu uma pane e parou entre um andar e outro. Depois de certo tempo e sozinho, o radialista optou por sair por meio de uma pequena abertura. Quando havia passado parte de seu corpo, o elevador se movimentou para baixo, esmagando suas pernas. Depois de uma longa cirurgia para reconstituição, Ferrari Júnior passou meses no hospital e, com isso, seus amigos trataram de fazer sua campanha eleitoral. A Rádio Cultura AM, onde trabalhava, trazia boletins diários sobre o seu estado de saúde, com Ary Bueno de Godoy, Teófilo Ruiz de Andrade e outros locutores. O candidato só foi ao último comício, assim mesmo em uma cadeira de rodas. Não subiu ao palanque, fez um emocionado discurso do chão e as pessoas foram às lágrimas. Resultado: 4.956 votos, mais que o suficiente para se eleger em primeiro lugar e puxar mais três arenistas para a Câmara. Em novembro de 1982 ele foi eleito deputado estadual, tornando-se membro da Comissão de Indústria e Comércio. Foi reeleito em 1986 com 28.495 votos e chegou a ocupar a 2.ª vice-presidência. Em 1990 não conseguiu a reeleição e mudou-se para Balneário Camboriú, passando a atuar na área de farmácias. Ferrari Júnior faleceu em 20 de janeiro de 2016. Fonte: Acervo O Diário do Norte do Paraná / Contribuição - Rogério Recco / Contribuição - Ângelo Rigon / Acervo Flamma Comunicação / Acervo Maringá Histórica. '

Nelson Pedro Martins, 2 de março de 2020: 'Nos anos 70 o rádio predominava na comunicação, e dois comunicadores celebrizaram os duelos na narração dos jogos do Grêmio, Ferrari Júnior e Antônio Paulo Pucca, carismáticos, arrastavam multidões ao estádio pela paixão que conduziam os seus microfones, e eles foram reconhecidos por isto com os torcedores. E sei que cenários como estes não voltarão a ocorrer, mas o futebol de Maringá tem história para voltar a brilhar!'

Comentários

Seja o primeiro a comentar.

Enviar Comentário


Outras Publicações

Ivan Bortolotto doa antiga coleção de chaveiros e outras relíquias ao MEM

O pioneiro maringaense Ivan Bortolotto doou ao Museu Esportivo de Maringá seus chaveiros, que colecionava desde o início da década de 1970. São 295 chaveiros de empresas de Maringá e de cidades paranaenses, clubes, associações, instituições bancárias e comemorativos. A coleção de Bortolotto reunida aos chaveiros que o diretor do MEM, Antonio Roberto de Paula, adquiriu nos últimos anos, possibilita o res

Associação Banestado teve público de 400 pessoas na festa do MEM e da LFSM

A festa realizada na quinta-feira (12), na Associação Banestado de Maringá, promovida pelo Museu Esportivo e Liga de Futsal de Maringá reuniu 400 pessoas, repetindo o sucesso do evento de julho, na sede campestre do Sindicato dos Bancários. Tendo arroz carreteiro no cardápio, preparado pelo presidente da LFSM, Aldi César Mertz e sua equipe, os organizadores fizeram homenagens à Associação Banestado, destacando as conquistas

1974

Outubro de 1974 - Jogo de futebol de salão no Ginásio do Maringá Clube entre Soesma e Banestado acabou em pancadaria.

Livro que conta a história do bairro Maringá Velho na biblioteca do MEM

O livro "Projeto Memória nos bairros - Maringá Velho", lançado no último dia 11 pela Prefeitura do Município de Maringá, através da Secretaria da Cultura e da Gerência do Patrimônio Histórico, já está na biblioteca do Museu Esportivo de Maringá. São dois exemplares: o primeiro entregue pelo nosso amigo do MEM, o diretor da Casa de Bamba, Helington Lopes, que prestigiou o lançamento

“Quilômetros de papel e rios de tinta imprimem o futebol ao longo dos anos, atravessando gerações. Na era digital, as Imagens avançam pelos céus, rompem todas as fronteiras. As vozes do amor ao futebol ecoam pelo grande campo que é o mundo. Agora, em algum lugar, alguém chuta uma bola. A paixão mais documentada da história não para. O jogo nunca termina.”

(Antonio Roberto de Paula)

 Rua Pioneiro Domingos Salgueiro, 1415- sobreloja - Maringá - Paraná - Brasil

 (44) 99156-1957

Museu Esportivo © 2016 Todos os diretos reservados

Logo Ingá Digital